Depois de ler todo o projeto, elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, e ver seus absurdos, me declaro contra. Se aprovado, pelo Congresso Nacional, aí sim, defendo um contra-golpe para restabelecer a democracia. Se as garantias, firmadas em 85 não forem respeitadas, haverá represálias.
O Decreto do presidente Lula que institui o PNDH é uma nova tentativa petista de cercear a liberdade de expressão. É a ultima cartada desse governo, arrogante e prepotente, que tenta pressionar a mídia para esta não denunciar os esquemas de corrupção a que eles estão respondendo.
Quando alguém aparece para criticar é rapidamente repreendido, a censura não é mais velada, finalmente mostrou sua face.
Diversas entidades mostraram preocupação com o programa, inclusive dentro do governo há divergências, os ministros Jobim e Reinhold Stephanes declararam existirem pontos que devem ser revistos.
Entre os pontos mais polêmicos, está a nova investida nos arquivos da ditadura – alvo de descontentamento dos militares – e a implementação de um conselho controlador da imprensa, com mudança nas regras de concessão de outorga para emissoras de rádio e TV.
Existe entre a base de apoio ao presidente uma enorme variedade de correntes ideológicas e políticas, mas a que se sobrepõe a todas as outras é, sem dúvida, a que prega um regime autoritário de governo, voltado ao populismo (o mesmo que Jango tentava impor com suas reformas). A tentativa de criar uma metodologia, ou uma nova doutrina, para as crianças, vai muito além de planos de governo, é um precedente só visto quando Getulio Vargas assumiu o poder em 1930, com alguns pensadores tentando moldar a “cabeça” das pessoas. A diferença é que o gaúcho de São Borja não era comunista, e não queria estabelecer alianças com países dessa natureza.
Lula tenta imitar alguns de nossos maiores lideres políticos: na economia é Médici, no setor trabalhista tenta parecer com Getulio, na articulação política se refere sempre a Tancredo Neves, e, finalmente, quando está encurralado, se retira como Jango. E todos sabem qual foi o fim de João Goulart.
Corremos o risco de entrar numa ditadura sindical, não pensem que esse é um projeto apenas para marcar uma síntese da luta do PT contra a opressão e tudo mais, é a prova de que eles almejam permanecer na presidência da República. Um aviso para a mídia começar a se acostumar com a falta de liberdade. Arnaldo Jabor nunca mais reclamou de Lula no Jornal da Globo (quando faz criticas, é sempre num tom sutil e se posiciona no centro – entre Dilma e Serra), Alexandre Garcia também já não é mais o mesmo.
Boris Casoy foi excomungado por causa de uma frase que vazou. Quantas frases idiotas Lula disse e ninguém deu tanta repercussão?
O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, responsável pelo programa, como sempre, se blinda atrás da figura do presidente. Dificilmente ele (ministro) voltará atrás em sua decisão. Paulinho está adorando essa fama (passageira) que tem alcançado entre os esquerdistas, pedófilos, terroristas e demagogos de carteirinha.
Nunca, na história deste país, houve uma união tão grande de setores da sociedade que se dizem conservadores. Quem perde com esse PNDH é o Brasil, sem dúvida, mas podemos aprender com essa tentativa lulista de instalar a ditadura bolivariana, e não repetir o erro. É fundamental nos prepararmos para eventuais tentativas do PT.
O senador Arthur Virgilio (PSDB-AM) disse em janeiro desse ano:
"O ato reproduz, textualmente, o programa de campanha do PT à Presidência da República nas eleições de 2002. O instrumento normativo expedido pelo presidente da República fica indiscutivelmente comprometido, tendo em vista a clara intenção político-eleitoral do conteúdo"
Ou seja, é um plano político, com objetivos eleitorais. Quem compra essa idéia, muitas vezes não sabe que estará apoiando também o aborto (indiscriminado) e a prostituição.
O PNDH ainda precisa ser aprovado no Congresso Nacional, o governo tem maioria, talvez, o que salve este Brasil seja duas grandes bancadas. Essas bancadas são: a Ruralista e a dos Evangélicos.
Como católico fico envergonhado de ver como a CNBB demonstra sua insatisfação pelo projeto, apenas com comentários ou criticas (leves) ao governo federal. Logo se vê que a Igreja, Católica Apostólica Romana do Brasil, não respeita as diretrizes do Papa Bento XVI.
Aliás, seria bom escrever sobre o papel de alguns setores da Igreja Católica (a minha Igreja também) no cenário político, é de se envergonhar, ver padres pregando a Teoria da Libertação para jovens ou crianças. O Papa rejeita a política marxista da Teologia da Libertação no terceiro mundo. Então eu questiono, até que ponto as organização religiosas (de todas as orientações – Católicos, Evangélicos, Protestantes) devem ficar neutros, quando tudo conspira para erguer uma ditadura que pregue a destruição do individuo, transformando-o numa marionete de antigos terroristas sanguinários, hereges.
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